Ao pensarmos na palavra francesa fetiche que significa feitiço, imaginamos pessoas sadomasoquistas que adoraram ser pisoteadas, amarradas que gostam de sentir dor, que curtem mulheres de saltos altíssimos, estranguladas por espartilhos, porém o fetiche vai muito, além disso, ele é uma forma de encanto, é uma obsessão do homem ou mulher por uma parte do objeto, pessoa ou parte de uma pessoa. O fetiche também é uma forma de prazer pela auto-humilhação onde os praticantes se sentem satisfeitos, agradecidos, ao serem humilhados, submissos perante o sexo superior.
Existem vários conceitos de fetiche dentro do conhecimento humano, desde a sexologia, a psicologia ou até mesmo a sociologia que enfatiza o conceito marxista, que diz: - que o fetiche da mercadoria consiste em ressaltar a alienação do trabalhador, ao deixar-se influenciar pelas estratégias do capitalismo, fazendo com que o mesmo sinta desejo e necessidade de consumir um produto produzido por ele mesmo, cabe dizer que esse conceito capitalista é o seguido pela moda, que faz despertar nas pessoas o desejo inconsciente do consumo, mas que as deixam realizadas, satisfeitas e felizes, afinal comprar é uma satisfação imensa e o design e responsável pela alegria e felicidade, alheia. (enfim nos designer temos que sobreviver!).
O fetiche apareceu na moda apartir dos anos de 1970, quando o punk se consagrou com os Sex pistols, que usavam roupas assinadas por Vivienne Westwood, influenciando assim estilistas como Jean Paul Gaultier criador dos famosos espartilhos de cones enormes nos seios muito usados pela pop star Madona.
A gama de elementos ligados ao fetiche é vasta dentre os mais conhecidos estão: os saltos altíssimos e finos, as botas, espartilhos com tight-lacing, as meias, as lingerie de renda e cetim, as roupas de couro de borracha, o uso de peles, de unhas e batons vermelhos, uniformes, aventais, vestidos, luvas, óculos,
lenços, capas de chuva, cerolas, objetos de sex shop.
Contudo a moda fetichista consiste em tornar real o delírio, imaginação, desejos e anseios íntimos das pessoas, induzindo-as ao consumo, de objetos que as satisfazem e atendem suas “necessidades” sexuais e emocionais.
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